Por Emanuelle Bueno
Hoje em dia, talvez os jovens estejam se precipitando cada vez mais em relação aos relacionamentos, porém, como cita o psicólogo Mario Ruchiga, "Esse envolvimento por parte das 'crianças' não passa de uma brincadeira". Durante o crescimento dos adolescentes, fica mais evidente a precocidade deles até mesmo pela condição atual, de modernidade em que a sociedade se encontra.
O psicólogo afirma que apesar da aparente antecipação dos namoros em pesquisa realizada com adolescentes da nossa região, ficou comprovado que a grande maioria encara o namoro como brincadeira. Então, o namoro não é a grande preocupação dos jovens, o que ocorre é um equívoco deles ao confundirem o 'ficar', o 'rolo' do relacionamento real. Com isso, eles acabam tendo uma intimidade desproporcional a idade, podendo, comprometer, de certa forma, relações maduras no futuro. O psicólogo acredita que o comportamento das meninas, com muito mais iniciativa, intimida os meninos.
Gabrielle Rodrigues Batista (19),diz que considera seus namoros de quando tinha 14 anos como 'rolos', segundo ele, eles duravam até no máximo 9 meses. Enquanto Breno Leal (15) afirma que já teve 'ficadas' de até 6 meses. A diferença é que os namoros efetivos só acontecem quando há maturidade, pois a maioria dos entrevistados dentro da faixa etária de 14 a 16 anos afirma que seus amigos não namoram, os de 17 anos revelam que seus amigos possuem relacionamento sério.
Conforme o psicólogo, quando os jovens embarcam em um namoro não se pode afirmar que isto se relaciona a um amadurecimento precoce, deve-se entender como um exercício equivocado da afetividade. Existem casos em que os adolescentes queimam etapas de desenvolvimento e um relacionamento sério depende de um amadurecimento físico e psicológicoda idade cronológica.
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